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Economia

18/04/2018 13:07

IBGE: Número de pessoas que produzem para o próprio consumo sobe 18%

Desde o plantio de alimentos para o próprio consumo até a confecção de roupas e calçados, 12,425 milhões de brasileiros (de 14 anos ou mais de idade) dedicaram uma parte do seu tempo para produzir bens para si e para pessoas da família em 2017 — 1,9 milhão de pessoas a mais frente ao ano anterior, avanço de 18,2%.

Os dados são da pesquisa “Outras formas de trabalho 2017”, suplemento especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a pesquisa, 7,4% da população com 14 anos ou mais de idade realizaram alguma produção de bens para o próprio consumo no ano passado, acima do verificado no ano anterior (6,3%). Essa proporção, chamada de taxa de realização, era maior entre homens (7,9%), especialmente nos que tinham 50 anos ou mais de idade (11,2%).

Com a fragilidade ainda existente no mercado de trabalho, seria possível supor que uma parcela maior da população produziu bens para o próprio consumo por dificuldade em encontrar emprego. Porém, a analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento (Coren) do IBGE, Alessandra Brito, acredita que o mercado de trabalho “não seria uma boa explicação”.

Segundo ela, o crescimento foi maior entre as pessoas não ocupadas, mas esse grupo inclui tanto desempregados quanto pessoas na inatividade (estudantes, aposentados): “Não sei se são as pessoas que saíram o mercado de trabalho. O maior aumento foi entre pessoas de 50 anos ou mais, que podem estar fora da força de trabalho” disse ela.

Como divulgou o IBGE no início do ano, 264 mil brasileiros conseguiram ocupar-se no mercado de trabalho no ano passado. Esse aumento ocorreu, porém, pela informalidade. Quase 1 milhão de postos de trabalho com carteira foram fechados em 2017, sendo substituídos por empregos sem carteira assinada, por conta-própria ou pequenos empregadores.

A pesquisa mostrou que essa chamada taxa de realização de produção para o próprio consumo decresce na medida em que aumenta o nível de instrução do indivíduo. A taxa era de 12,9% entre aqueles sem instrução ou com ensino fundamental incompleto. O percentual declinou para 2,7% das pessoas com ensino superior completo.

Das pessoas que trabalham na produção para o próprio consumo, 76,4% citaram realizar as atividades de cultivo, pesca, caça e criação de animais. “Essa atividade de produção para o próprio consumo pode ser desde uma pequena horta na cidade, como plantar temperos para cozinhar. Mas a grande maioria é de atividade agrícola”, disse Alessandra.

A segunda atividade mais citada foi a produção de carvão, corte ou coleta de lenha, palha ou outro material (16,9% de incidência). Logo atrás estavam calçados, roupas, móveis, cerâmicas, alimentos ou outros produtos (13,1%) e construção de prédio, cômodo, poço ou outras obras de construção (7,5%), de acordo com o levantamento domiciliar do IBGE.


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