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05/06/2018 06:30 jaruonline

Suspeito de matar caminhoneiro jaruense com pedrada era integrante de grupo radical da greve, diz delegado

Investigações da Polícia Civil revelaram que o autor da pedrada que matou José Batistela, de 70 anos, era integrante de um grupo radical do movimento grevista dos caminhoneiros em Rondônia. De acordo com o delegado regional, Fábio Campos, quando houve a liberação da rodovia, um grupo não concordou com a medida e passou a ameaçar motoristas que queriam retornar ao trabalho. O caminhoneiro foi um dos atingidos no ataque e morreu na hora, em Vilhena (RO).

Segundo as investigações, além do veículo de José Batistela, outras cinco carretas foram atingidas por pedras, em um curto espaço de tempo. Duas tiveram o vidro quebrado e três não chegaram a quebrar. Contudo, os caminhoneiros não registraram ocorrência, pois estavam com medo.

O crime foi cometido no final do movimento, quando os primeiros veículos saíram dos postos de gasolina e voltaram a transitar na rodovia. Segundo a Polícia Civil, a intenção do grupo era causar temor para que os caminhoneiros não voltassem para a BR-364.

 
Delegado regional, Fábio Campos, fala das investigações (Foto: Ricardo Araújo/Rede Amazônica)

Delegado regional, Fábio Campos, fala das investigações (Foto: Ricardo Araújo/Rede Amazônica)

“Durante a investigação, isso ficou muito claro. Eu não posso criminalizar o movimento, pois havia um movimento legítimo. Mas existia uma parte desse movimento que estava exaltado. Posso dizer que, a pessoa que praticou o crime, estava participando de uma parte radical desse movimento”, ressalta Campos, que não deu mais detalhes, para não atrapalhar a apuração.

Conforme a Polícia Civil, quando José Batistela foi atingido pela pedra, outras três carretas já haviam sido atingidas. Os investigadores acreditam que, pelo menos dois veículos de passeio estiveram envolvidos no crime de atirar pedras contra as carretas.

“Em outra carreta atingida, que teve o vidro quebrado, se houvesse um carona, teria ficado gravemente ferido. Já temos características dos carros e contamos com a ajuda da população, pois sabemos que as pessoas estão revoltadas com esse crime”, enfatiza o delegado.

 

Homícidio

A Polícia Civil trata o caso como homicídio doloso, ou seja, quando há intenção de matar. Desde o assassinato, nenhum suspeito foi preso.

O ministro de segurança chegou a anunciar uma prisão, mas a informação não foi confirmada pela polícia, que segue procurando por quem jogou a pedra no caminhão de José.


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