Argentinos protestam por justiça após a morte de Maradona

Argentinos protestam por justiça após a morte de Maradona

Milhares de pessoas se reuniram no centro de Buenos Aires nesta quarta-feira (10) para pedir por mais investigações sobre a morte do astro do futebol argentino Diego Maradona, em novembro do ano passado.

Os organizadores do protesto acreditam que o ídolo foi morto por negligência de seus cuidadores, depois que o jogador de 60 anos passou por uma cirurgia no cérebro.

“Justiça para Diego”, diziam os manifestantes. “Julgamento e punição para os culpados.”

A ex-mulher do jogador, Claudia, e duas de suas filhas, Dalma e Gianinna, participaram da marcha em frente ao Obelisco. Elas carregavam uma faixa que pedia a condenação dos culpados.

Dalma e Gianinna, filhas de Maradona, participaram da marcha em frente ao Obelisco e carregavam uma faixa que pedia a condenação dos culpados. — Foto: Agustin Marcarian/Reuters

Dalma e Gianinna, filhas de Maradona, participaram da marcha em frente ao Obelisco e carregavam uma faixa que pedia a condenação dos culpados. — Foto: Agustin Marcarian/

A pedido do Departamento de Justiça, uma comissão médica se reuniu na segunda-feira (8) para analisar a morte de Maradona.

O campeão do mundo tinha problemas de saúde graves e se recuperava de uma cirurgia cerebral quando morreu nos subúrbios da capital argentina.

Investigadores estão analisando se membros da equipe médica de Maradona não trataram adequadamente do ex-jogador, que atuou em times de todo o mundo, como Napoli, Barcelona e Boca Juniors.

Protesto em Buenos Aires por investigação sobre a morte de Diego Maradona em foto de 10 de março de 2021 — Foto: Agustin Marcarian/Reuters

Protesto em Buenos Aires por investigação sobre a morte de Diego Maradona em foto de 10 de março de 2021 — Foto: Agustin Marcarian/Reuters

Acusação de negligência

Relatos de que Maradona foi abandonado pelos amigos e não recebeu o acompanhamento médico adequado após uma cirurgia foram encaminhados à Justiça argentina no início desta semana.

Ao menos sete pessoas são acusadas de negligência, entre eles o neurocirurgião Leopoldo Luque e a psiquiatra Agustina Cosachov, além de um psicólogo e dois enfermeiros.

Segundo a imprensa argentina, os áudios apresentados indicam que a saúde de Maradona era a menor preocupação da equipe que o acompanhava. A família também acusa o grupo tê-los afastado do jogador. G1

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