Bebê ficou mais de 24 horas no relento até ser resgatado e mãe foi conduzida para a UNISP

Bebê ficou mais de 24 horas no relento até ser resgatado e mãe foi conduzida para a UNISP

Após encontrar o bebê recém-nascido e levar ao HM, a PM retornou no endereço e acabaram descobrindo uma história macabra por trás deste abandono que chocou os jiparanaenses. A mãe foi localizada e seu depoimento chocou até mesmo os policiais que atenderam a ocorrência. O casal já tem uma criança de 3 anos de idade.

De acordo com o bop, na terça-feira, dia 27, uma vizinha ouviu choro de bebê durante todo o dia e no começo da noite conseguiu localizar a criança em um quintal abandonado, nas proximidades de sua casa. O bebê, do sexo masculino, exalava um odor muito forte e ainda estava com o cordão umbilical e a placenta. O corpo estava completamente coberto por insetos e larvas de varejeiras. Haviam também centenas de marcas de picadas de pernilongo.

Bebê recém-nascido é abandonado no meio da rua, em Ji-Paraná

Desesperada, a mulher acionou a PM e a Guarnição de Rádio Patrulha, comandada pelo 3º SGT PM Lima, auxiliado pelo SD PM H. Silva, compareceu no local. Rapidamente e tomando todos os cuidados possíveis, os PM’s acolheram a criança e conduziram ao HM, onde recebeu cuidados médicos e se encontra hospitalizada.

Logo em seguida, os militares começaram uma investigação para tentar localizar a mãe. Ainda no hospital, uma enfermeira contou que na tarde da última segunda-feira, dia 26, uma mulher de 27 anos de idade, que havia acabado de dar a luz, deu entrada na maternidade, sangrando e sem a criança. Segundo a enfermeira, a mulher se negão a prestar quaisquer esclarecimentos sobre o paradeiro de seu filho. Depois de ser medicada, a mulher foi embora do hospital.

Ao ver a ficha hospitalar, os policiais se surpreenderam ao ver que a paciente residia ao lado do terreno onde foi localizada a criança. Então, a Guarnição retornou ao endereço e conseguiu falar com a paciente, porém ela negava o tempo todo ser a mãe da criança.

Após ouvir relatos de vizinhos dando conta que a mulher estava grávida, os militares conseguiram a confissão da mulher. A história contada por ela, comoveu todos que ouviram.

RELATOS DA MÃE

Segundo a mãe, que teve sua identidade mantida em sigilo para evitar possíveis represálias, na segunda-feira, dia 26, passou mal e acabou ‘dando à luz’ no banheiro de sua residência. Achando que a criança estava morta, enrolou o corpo em um pedaço de pano e a jogou por cima do muro da casa vizinha, que está abandonada. Depois, continuou vivendo sua rotina.

O esposo, ao chegar em casa, percebeu que havia sangue no banheiro e ao perguntar o que havia acontecido, a mulher respondeu que tinha sofrido um aborto. Em seguida, o marido a levou para o hospital.

SEM REMORSOS

A vizinha que encontrou a criança também contou aos PM’s que haviam comentários sobre a gravidez da mulher, porém ela sempre negava, dizendo que estava apenas gorda, pois estava comendo demais.

Logo que localizou a criança, ela pegou o bebê no colo e saiu correndo, pedindo ajuda. Coincidentemente, ela entrou na primeira casa que estava com o portão aberto e era justamente a casa da mãe da criança. Sem saber, a mulher foi ajudada pela própria mãe, a dar banho e trocar a criança.

“Ouvi choro de bebê o dia todo, mas só consegui achar no começo da noite. Sai gritando por ajuda e entrei na casa da minha vizinha. Ela ainda me ajudou a dar banho e trocar a criança e ficava falando sobre a mãe desnaturada que havia abandonado a criança. Ela chegou a dizer que a criança era linda”, comentou a testemunha.

Os pais da criança foram conduzidos para a UNISP onde prestaram esclarecimentos. A criança ainda continua hospitalizada e está sob cuidados do Conselho Tutelar.

No final de Janeiro, uma Guarnição de Força Tática localizou drogas e balança na casa do casal e conduziu o marido para a UNISP. Um dos policiais que atenderam esta ocorrência falou à nossa equipe de reportagem que, no dia da prisão, ele percebeu que a barriga da mulher não estava normal e perguntou se estava grávida, porém ela negou.

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