Bolsonaro critica política de preços da Petrobras diz que tem reunião nesta segunda para discutir medidas

Bolsonaro critica política de preços da Petrobras diz que tem reunião nesta segunda para discutir medidas

O presidente Jair Bolsonaro criticou nesta segunda-feira (7) a paridade no preço do petróleo e disse que o governo tem uma reunião nesta tarde para discutir medidas para a Petrobras não repassar toda a alta dos combustíveis para o consumidor. Bolsonaro deu uma entrevista para a rádio Folha, de Roraima.

A paridade no preço do petróleo significa que a Petrobras paga pelo produto o preço cobrado no mercado internacional e que repassa eventuais altas para refinarias, o que faz o aumenta o preço para o consumidor final.

O Brasil já vinha enfrentando, nos últimos meses, uma forte alta nos combustíveis. Com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, a situação tende a piorar, já que a Rússia é um dos maiores produtores de petróleo do mundo.

O preço do barril de petróleo do tipo Brent, referência internacional, saltou 18% e chegou a ultrapassar US$ 139 no início desta segunda, atingindo seu nível mais alto desde 2008, muito perto do recorde absoluto de US$ 147,50 de julho de 2008.

“Agora, tem uma legislação errada feita lá atrás que você tem a paridade com o preço internacional, ou seja, o que é tirado do petróleo, leva-se em conta o preço fora do Brasil, isso não pode continuar acontecendo. Estamos vendo isso aí sem mexer, sem nenhum sobressalto no mercado, e está sendo tratado hoje à tarde em mais uma reunião”, afirmou o presidente.

Segundo Bolsonaro, a questão do petróleo é “grave”, mas poderá ser resolvida. O presidente disse que discutirá nesta segunda-feira alternativas, sem provocar sobressaltos no mercado, com os ministérios da Economia e de Minas e Energia e a Petrobras.

O presidente defende que toda alta do preço do barril de petróleo não seja repassada ao consumidor.

“Se você for repassar isso tudo para o preço dos combustíveis, você tem que dar um aumento em torno de 50% nos combustíveis, não é admissível você fazer. … A população não aguenta uma alta por esse percentual aqui no Brasil”, disse.

“Leis feitas erradamente lá atrás atrelaram o preço do barril produzido aqui ao preço lá de fora, esse é o grande problema, nós vamos buscar uma solução para isso de forma bastante responsável”, acrescentou.

Mineração em terras indígenas

Bolsonaro voltou a citar a guerra na Ucrânia para defender a aprovação do projeto de lei que regulamenta mineração em terras indígenas, enviado há dois anos pelo governo ao Congresso Nacional.

Segundo Bolsonaro, a aprovação do projeto poderá liberar a exploração de potássio, usado em fertilizantes no agronegócio, na região da foz do Rio Madeira. Como, o Brasil importa fertilizantes da Rússia, há o risco de falta do produto e de alta do preço dos combustíveis.

“Com essa crise internacional, dada a guerra, o Congresso sinalizou em votar esse projeto em regime de urgência. Eu espero que seja aprovado na Câmara agora em março para que, daqui a dois ou três anos, possamos dizer que não somos mais dependentes de importação de potássio para o nosso agronegócio”, disse Bolsonaro.

O blog daAndréia Sadi informou que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pretende discutir nesta terça-feira (8) uma eventual data para votação do projeto.

G1

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