Candidatas trans com registro civil feminino poderão disputar o Miss França

Candidatas trans com registro civil feminino poderão disputar o Miss França

Pessoas transgênero que forem reconhecidas como mulheres no Registro Civil francês vão poder participar do Miss França, declarou nesta quinta-feira (16) a presidente do concurso.

Os concursos Miss Panamá e Miss África do Sul anunciaram este ano que também seriam abertos a candidatas trans.

“Não há nenhum problema” para que estas pessoas “com identidade civil feminina” possam se inscrever, explicou Alexia Laroche-Joubert, presidente da empresa organizadora do concurso na França, em declarações à Sud Radio.

A edição mais recente voltou a ser alvo de críticas feministas, como ocorreu em anos anteriores. A própria ministra da Igualdade, Elisabeth Moreno, considera as regras do concurso “completamente desfasadas”.

Só as mulheres solteiras e sem filhos, com idades entre 18 e 24 anos, e com no mínimo 1,70 metro de altura, podem disputá-lo.

“Está claro que algumas coisas devem mudar. Estou refletindo a respeito”, reconheceu Laroche-Joubert, que se justificou alegando que assumiu a direção do concurso há poucos meses.

Ela assegurou ter conversado com 25 ganhadoras do Miss França para se orientar a respeito. Segundo ela, todas lhe responderam que “não é possível” ter filhos antes de concursar.

Nos Estados Unidos, este ano participou do concurso uma mulher que nasceu homem, Kataluna Enriquez, Miss Nevada, de 27 anos. E em 2018 foi coroada Miss Espanha Ángela Ponce, primeira candidata transgênero ao título de Miss Universo.

G1

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