É falso que vacina da Pfizer terá ‘chip da Microsoft’ para prevenir efeitos colaterais?

É falso que vacina da Pfizer terá ‘chip da Microsoft’ para prevenir efeitos colaterais?

Circula nas redes sociais que a farmacêutica Pfizer teria anunciado uma “atualização” na fórmula da sua vacina contra a Covid-19. O texto afirma que um chip produzido pela Microsoft chamado “Pluton” passaria a compor a fórmula para reduzir seus efeitos colaterais. Por WhatsApp, leitores da Lupa sugeriram que esse conteúdo fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação​:

“Pfizer anuncia atualização de vacina Covid-19, agora inclui chip da Microsoft para sintomas reduzidos”
Texto que circula no Whatsapp
FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. A farmacêutica Pfizer não anunciou qualquer “atualização da fórmula” de seu imunizante contra a Covid-19 para inclusão de um chip da Microsoft. De acordo com a assessoria de comunicação do laboratório, a informação é falsa.

A versão original desta peça de desinformação circulou nos Estados Unidos no começo de abril deste ano. Ela foi inicialmente publicada de forma satírica em um site de humor chamado The Stonk Market. Contudo, a afirmação foi retirada do seu contexto original e passou a ser divulgada como se fosse verdadeira por usuários italianos, americanos e russos. O chip citado na versão brasileira, Microsoft Pluton, foi incluído posteriormente. Trata-se de um processador de segurança usado em computadores e em videogames como o Xbox, e não tem qualquer relação com imunizantes.

Para autorizar a aplicação de uma vacina no Brasil, a Anvisa faz uma avaliação de público-alvo, das características do imunizante, dos estudos pré-clínicos e clínicos, além de também solicitar que a fabricante apresente um Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamento (DDCM). Entre os efeitos colaterais listados do produto da Pfizer estão dores de cabeça, cansaço e febre.

Desde o começo da pandemia, a Lupa verificou como falsas afirmações similares a esta. Em agosto, circulou uma publicação que dizia que as vacinas contra a Covid-19 contêm microchip conectado no 5G. Em dezembro, um vídeo afirmava que os imunizantes possuem microrrobôs capazes de roubar dados genéticos. 

Checagem similar foi feita pela agência de notícias Reuters.

Fonte: https://noticiageral.com – com informações de Lupa

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