Entenda as principais causas do ritmo lento da vacinação contra Covid-19 em Rondônia

Entenda as principais causas do ritmo lento da vacinação contra Covid-19 em Rondônia

Como atualizado pelo Consórcio de Veículos de Imprensa até a segunda-feira (3), Rondônia está entre os cinco estados com piores percentuais de vacinados contra a Covid-19. O total de 199.110 pessoas que receberam a 1ª dose equivale a 11,08% da população.

Entre os estados que menos vacinaram com a primeira dose estão:

  1. Amapá 10,37%
  2. Roraima 10,64%
  3. Acre 10,58%
  4. Rondônia 11,08%
  5. Tocantins 11,18%

Para entender os motivos da lentidão na imunização, os órgãos de fiscalização, como a Controladoria Regional da União (CGU) e o Tribunal de Contas de Rondônia (TCE-RO), procuraram os gestores municipais no estado.

A partir das conversas foi feito um relatório apontando que as principais causas para o baixo índice de vacinação são por dificuldades de gestão (46%), questão operacional (41%) e de pessoal (13%).

Gestão (46%)

Detalhamento das dificuldades% de ocorrências
Dificuldade de cadastros e atualização dos dados nos sistemas42%
Substituição de gestores4%

Fonte: TCE-RO e CGU

Operacional (41%)

Detalhamento da dificuldade% de ocorrência
Baixo comparecimento dos grupos prioritários15%
Baixa quantidade de vacinas fornecidas10%
Dificuldade de acesso da população da Zona Rural6%
Perda de Imunizantes por não comparecimento5%
Dificuldades de aplicação nos grupos indígenas e quilombolas3%
Recusa em tomar vacina1%
Campanhas de vacinação simultâneas1%

Fonte: TCE-RO e CGU

Pessoas (13%)

Detalhamento das dificuldades% de ocorrências
Poucos vacinadores8%
Baixa quantidade de servidores e afastamento5%

Fonte: TCE-RO e CGU

Após esses detalhamentos, os órgãos de fiscalização pediram aos gestores atenção e empenho para mitigar as dificuldades apresentadas, incentivando a:

  • Atualização rápida da quantidade de vacinas aplicadas diariamente nos sistemas do SUS

Com a demora em preencher os dados no sistema, os números no Painel Nacional podem apresentar diferenças em relação às doses aplicadas até aquele momento.

Essa diferença provocada pela informação desatualizada, pode levar o Governo Federal a não saber os números reais da vacinação e na hora de enviar mais remessas do imunizante, priorizar os estados brasileiros que já terminaram ou estão terminando as vacinas anteriormente enviadas. Esse alerta também foi feito pela Associação Rondoniense de Municípios (Arom).

No final de abril, o Secretário Estadual de Saúde, Fernando Máximo, afirmou que Rondônia é o que menos recebeu doses de vacinas na região Norte, analisando os dados proporcionalmente. A informação foi dita por ele durante participação virtual em uma audiência da comissão Covid-19 do Senado Federal.

“Rondônia tem sido desprivilegiada tanto pela pandemia no número de casos, cepas novas, quanto pelo Ministério da Saúde na questão do percentual de doses enviadas”, disse na ocasião.

  • Busca de faltosos

Também foi apontado que há necessidade de reforçar equipes de vacinação nos municípios em que há limitação de vacinadores, e disponibilizar equipes adicionais para realizar a busca ativa do público alvo dos grupos prioritários.

Além do relatório

Outro problema em Rondônia é a suspensão da vacinação da segunda dose com a CoronaVac em Porto Velho, Ariquemes, Candeias do Jamari, Jaru, Vilhena e Alvorada do Oeste. O motivo, em todas as cidades, é a falta do imunizante.

E especificamente em Porto Velho, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) informou que há baixa procura para agendamento da primeira dose da vacina AstraZeneca.

agendamento foi aberto no dia 1º de maio e das 7 mil vagas disponíveis para idosos com mais de 60 anos, pouco mais de 2 mil pessoas agendaram. Se a procura continuar baixa, a Semusa vai fechar o agendamento para iniciar outro grupo. Essa é a quarta etapa para este público. Nos outros três agendamentos, as vagas se esgotaram em poucas horas.

Fonte: https://noticiageral.com – com informações de  G1

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