Exportações no país suspensas devido a suspeitas de casos de vaca louca

Exportações no país suspensas devido a suspeitas de casos de vaca louca

Duas ocorrências atípicas de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), também conhecida como doença da vaca louca, foram verificadas ontem no Brasil: uma em um matadouro de Belo Horizonte e outra em uma empresa de Nova Canaã do Norte (MT).

O animal doente na capital mineira foi obtido em uma fazenda da região noroeste do estado. Assim que o diagnóstico foi confirmado, a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) suspendeu as exportações de carne bovina para a China, conforme protocolo sanitário negociado entre as duas nações. Na maioria dos casos, a doença atípica da vaca louca afeta animais mais velhos.

Tereza Cristina, a ministra da Agricultura, minimizou os incidentes. “Eu só quero garantir ao público que esta é uma situação incomum e que não há ameaça à saúde pública. Como os incidentes foram isolados, o ministério está fazendo todos os esforços necessários para que isso não aconteça apenas no Brasil. Se este caso for encontrado, é porque o estamos procurando; se não, é porque não consegui encontrar ”, explica.

Tereza Cristina afirmou que preservará todos os procedimentos da doença e acrescentou que foram notificados casos na Espanha, Bélgica e Estados Unidos. Ela reiterou que a inspeção é responsabilidade do Mapa.

De acordo com nota do Ministério da Agricultura e Defesa Pecuária, os dois casos foram descobertos em animais vivos, duas vacas de descarte idosas e deitadas nos currais.

Como de costume, o governo brasileiro alertou a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). São o quarto e o quinto casos de EEB atípica registrados em mais de 23 anos de vigilância da doença. O animal abatido no frigorífico de Belo Horizonte veio de uma propriedade rural da região noroeste de Minas Gerais.

De acordo com a Secretaria de Defesa Agropecuária, nenhum caso de EEB clássico foi registrado no Brasil. Os procedimentos sanitários para limitar o risco foram concluídos antes mesmo de serem revelados os resultados dos testes com o material obtido dos animais pelo laboratório de referência da OIE em Alberta, Canadá, segundo o documento.

De acordo com um comunicado à imprensa, “não há risco para a saúde humana ou animal”. As exportações brasileiras de carne bovina para a China serão paralisadas temporariamente. A medida, que entrou em vigor ontem, permanecerá em vigor até que as autoridades de Pequim concluam o exame das informações fornecidas sobre os casos detectados.

“Dessa forma, o Brasil preserva sua designação de país com baixo risco de contrair a doença, evitando qualquer influência no comércio de animais e seus produtos e subprodutos”, observa o ministério.

Sete organizações agrícolas formarão um fundo privado para apoiar os esforços de defesa sanitária em Minas Gerais, com o objetivo de evitar e eliminar infecções que podem afetar o gado. A notícia foi veiculada por meio de vídeo na página da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FaemgFacebook), além de depoimento do superintendente técnico da instituição, Altino Rodrigues Neto.

A condição anormal da doença é causada por uma deformidade causada por uma proteína que o próprio corpo do animal produz, levando especialistas a descartar o potencial de contaminação ao comer. O Brasil proíbe a fabricação e alimentação de proteína animal ao gado, bem como fiscalização severa.

Farinha de carne também é proibida na ração animal no Brasil, de acordo com as normas sanitárias. No caso de suspeita de um caso de doença da vaca louca, acordos internacionais exigem que qualquer governo cesse as vendas de carne bovina enquanto detecta, isola e analisa a doença e sua origem.

Fonte: Mixrondonia

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