Fiocruz investiga três variantes do coronavírus achadas em Rondônia

Fiocruz investiga três variantes do coronavírus achadas em Rondônia

A Fundação Oswaldo Cruz de Rondônia (Fiocruz) afirmou nesta terça-feira (9) que descobriu que o estado está circulando três variantes do coronavírus: B.1.1.28 (descendência brasileira), P2 (descoberta originalmente no Rio de Janeiro) e B.1.1 .33 (Aparece em países / regiões da América Latina e América do Norte).

A análise é baseada em amostras coletadas em diferentes cidades do estado, entre elas: Porto Velho, Rolim de Moura, Alvorada do Oeste), Ariquemes e Cacaulândia.

Segundo Deusilene Vieira, pesquisador de saúde pública na área de virologia da Fiocruz Rondônia, essas mutações podem estar relacionadas a possíveis casos de reinfecção e fuga diagnóstica.

O governo de Rondônia foi informado da situação. Na terça-feira, o governador Marcos Rocha pediu ao público que ouça as opiniões dos cientistas e respeite o distanciamento social. “Chegamos ao limite. Não temos mais condições de aumentar o número de leitos de UTI e temos mandado as pessoas para fora do estado. Por isso, se for sair de casa, use máscara e lave as mãos.

Mesmo que o sistema de saúde tenha entrado em colapso, durante a fala, o governador descartou a possibilidade de encerrar completamente o comércio.

Ele argumentou que o país passou por três períodos de medidas restritivas e que essas medidas “não são suficientes para deter completamente a pandemia”.

Para os cientistas, quanto mais gente circula, maior a possibilidade de novas variantes. “Sabemos que o tempo é difícil e todo mundo odeia ficar em casa, mas precisamos de tempo para conter a pandemia. Colocamos nossas esperanças nas vacinas de 2021, mas isso não resolverá imediatamente todos os problemas do mundo”, disse.

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