Hobbies ajudam atletas a aliviar tensão para foco em Jogos Olímpicos, diz médico

Hobbies ajudam atletas a aliviar tensão para foco em Jogos Olímpicos, diz médico

O neurocirurgião Fernando Gomes descreveu como os hobbies podem ajudar os competidores olímpicos. Tom Daley, medalhista de ouro no salto, chamou a atenção ao ser fotografado fazendo crochê nas Olimpíadas.

O britânico de 27 anos começou a fazer crochê em março do ano passado para lidar com o isolamento social da pandemia. Daley até fez um perfil online para divulgar os trabalhos, afirmando que é a forma ideal para relaxar e ficar ligado nas redes sociais.

O passatempo, segundo Gomes pode ser caracterizado como um “contra-foco” para o atleta britânico. “Uma pessoa com ótimo desempenho, em qualquer área de competência, tem o foco como caminho fundamental para o bom desempenho”, explica o médico. “Isso às vezes pode implicar muita determinação e, como resultado, muito estresse.”

“Quando uma pessoa está focada em outra atividade, como um passatempo artístico onde pode colocar emoções e liberar tensões ligadas ao processo de desempenho olímpico”, concluiu o neurocirurgião, “ele é capaz de suavizar as emoções e ter um desempenho melhor.”

Fernando Gomes afirmou ainda que focar em um passatempo como o tricô, que exige do atleta atenção às cores e concentração nas habilidades psicomotoras, ajuda a estimular o cérebro. “Inconscientemente, ele pode estudar os movimentos que tem que executar no esporte, e esse desvio de um ponto a outro permite que ele melhore seu desempenho, pois sabemos o quanto é essencial focar no lado emocional”.

Fonte: Mixrondonia

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