Orçamento da população é pressionado por combustíveis e energia elétrica

Orçamento da população é pressionado por combustíveis e energia elétrica

Na última quarta-feira (11), a Petrobras aumentou o valor do litro da gasolina vendida às refinarias pela nona vez neste ano, devido ao aumento do preço do petróleo no mercado internacional.

Na bomba, a gasolina já subiu 28,21% em todo o país, e especialistas preveem que o preço continuará crescendo nos próximos meses.

“Um dos principais fatores que contribuem para a redução da renda familiar é o preço da gasolina. Quando o preço do diesel sobe, por exemplo, aumenta também o custo do transporte de mercadorias de outros estados para Rondônia. Para se ter uma ideia, o preço do diesel aumentou 23,81% neste ano. Segundo Jonas Cardoso, professor de economia da Universidade Federal de Rondônia (Unir), o aumento é de 39,18% em relação ao mesmo período do ano passado.

Especialistas afirmam que ninguém está imune ao reajuste. “As famílias que têm carro para se locomover ou usar para trabalhar sentiriam o impacto se o preço da gasolina aumentasse. Este ano, o preço do combustível aumentou 21,51 por cento. O aumento é de 44,12% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo Cardoso.

Proprietários de postos de gasolina se defendem, alegando que apenas repassam as modificações da Petrobras e que operam com estreita margem de lucro. Além disso, eles apontam que os custos com combustível aumentaram 51% nos primeiros oito meses do ano.

“Não temos escolha a não ser repassar os aumentos de preços. Para piorar a situação, o álcool anidro, que é misturado à gasolina, é extremamente caro. Ele aumenta em 4 ou 5 centavos por semana. No Rio Grande do Sul, há entressafra da cana, além da alta do açúcar, onde os produtores preferem fazer o produto ao invés do álcool ”, disse Eduardo Brave, secretário-executivo do Sindicato dos Proprietários de Postos de Combustível (Sindpostos).

O porta-voz do Sindpostos disse ainda que os combustíveis em Rondônia são mais baratos do que no Brasil por causa do 7º ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Eletricidade

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) revisou o preço da bandeira vermelha do nível 2 no final de junho, passando de R $ 6,24 para R $ 9,49 por kWh (quilowatt-hora) entre julho e dezembro.

A decisão do colegiado contrariava a recomendação da área técnica, que afirmava que o valor de R $ 11,50 por kWh era a única forma de manter o equilíbrio entre receitas e custos de geração de energia, que explodiram com o acionamento de termelétricas, que eram muito mais caro.

“A crise hídrica no Brasil preocupa e pressiona as tarifas de energia elétrica. Teremos mais aumentos na conta se os reservatórios não melhorarem seus níveis. É uma reação em cadeia, porque as termelétricas funcionam a óleo diesel, pressionando os preços dos combustíveis. Mesmo que muitas famílias paguem uma tarifa social, que dá um desconto de 10 a 65% no consumo, a energia elétrica tem um peso substancial no bolso do consumidor ”, disse Otaclio Moreira, professor de economia da UNIR.

A fornecedora de energia elétrica de Rondônia, afirmou que “a Energisa está sensível à conjuntura econômica e vem tomando iniciativas para atender o consumidor”. A corporação aumentou o número de clientes na precificação de energia social desde o início da concessão. Além disso, em julho, iniciou uma campanha por meio de suas plataformas digitais para isenção de juros e multa sobre pagamentos em atraso, além de oferecer parcelamento em cartão de crédito. ”

“O preço da energia em Rondônia é o segundo mais barato da região Norte e está entre o quinto mais baixo entre as 53 concessionárias monitoradas pela Aneel (https://www.aneel.gov.br/relatorio-ran).”

Fonte: Mixrondonia

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