Rondônia com possibilidade de 75% na redução de casos de Covid-19 a longo prazo

Rondônia com possibilidade de 75% na redução de casos de Covid-19 a longo prazo

Muitos estados que viram uma diminuição no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) nas últimas semanas viram a diminuição reverter ou aumentar.

A mensagem vem do último Informativo InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), publicado com resultados para a Semana Epidemiológica (SE) 19, que vai de 9 a 15 de maio.

Segundo o boletim, as infecções por Sars-CoV-2, novo coronavírus causador do covid-19, são uma das principais causas de doenças respiratórias que requerem hospitalização ou mesmo morte nas situações mais graves. Muitas áreas do país estão na zona de perigo, com incidentes muito altos.

De acordo com o relatório, oito das 27 unidades da Federação estão crescendo. Amazonas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Tocantins, Distrito Federal e Rio de Janeiro são exemplos disso.

Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo, entre outros, dão sinais de quebra da tendência de queda. Em Minas Gerais e no Piauí, também houve tendência de estabilidade, mas os dados dos dois estados são mistos.

Rondônia dentro da previsão de redução em até 75% dos casos

No Ceará e no Pará, observou-se a probabilidade em longo prazo de uma redução de 95% dos casos; no Amapá, Acre, Roraima e Rondônia, foi detectada a probabilidade de longo prazo de uma redução de 75% dos casos.

No curto prazo, medido em três semanas, o padrão no Acre, Rondônia e Roraima permanece no mesmo percentual, enquanto no Pará e Ceará, o percentual de casos potenciais cai para 75%. No curto prazo, a tendência no Amapá é que o número de casos se mantenha estável.

Pressão no sistema de saúde em alguns estados

Boletins anteriores já mostravam que, apesar da queda ou estabilização, o número de casos continuou muito alto em algumas regiões, pressionando o sistema de saúde, segundo o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe. Para ele, é fundamental “ver uma redução sustentável do número de casos para a recuperação do sistema de saúde, mesmo com o objetivo de reduzir a taxa de ocupação de leitos”.

Segundo Marcelo Gomes, desde o relatório da semana 14, vários estados mantiveram patamares próximos ou até superiores aos picos verificados em 2020. “Essas estimativas destacam a importância de exercer vigilância na hora de amenizar as diretrizes de distanciamento para limitar a transmissão da Covid -19, contanto que a tendência de queda não continue por tempo suficiente, para que o número de novos casos atinja níveis substancialmente baixos.”

Por conta do aumento de casos, pesquisadores da Fiocruz alertam que a retomada das práticas em estágio inicial pode resultar em uma situação de interrupção da queda, mesmo em valores longe de seguros. “Se isso acontecer, não só manterá alto o número de hospitalizações e mortes, mas também manterá a taxa de utilização do hospital elevada, afetando todas as consultas, não apenas aquelas ligadas às síndromes respiratórias e covid-19”, disse Gomes.

A ocorrência média de SRAG foi de 15 casos por 100 mil habitantes durante a semana epidemiológica 9, que decorreu de 28 de fevereiro a 6 de março deste ano, quando a situação epidemiológica estava à beira da anarquia, com quase todos os estados com níveis severos de ocupação por leitos.

Esse índice agora aumentou para 11,4 casos por 100.000 pessoas, o que é considerado excepcionalmente alto. Num cenário em que as medidas de contenção ou bloqueio da disseminação e do monitoramento epidemiológico são amenizadas, abre-se o risco de mais picos de incidentes, “que podem reverter para a condição crítica observada”, segundo o pesquisador.

Índices de infecções em capitais e interior

Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Manaus, Palmas e Porto Alegre são seis das capitais que já mostraram sinais de desenvolvimento no padrão de longo prazo, segundo o relatório. Doze outras capitais apresentam sinais de desaceleração do padrão de longo prazo, enquanto as demais apresentam sinais de interrupção ou estabilização do declínio.

Por outro lado, os dados agregados por macrorregiões de saúde, mostram que pelo menos uma das 27 unidades da Federação apresenta sinais de desenvolvimento, seja de longo ou de curto prazo. Amazonas e Tocantins ficam ao norte; Bahia, Maranhão, Paraná, Pernambuco e Piauí ficam no Nordeste; Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo ficam no sudeste; Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão no meio; e Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina ficam ao sul.

De acordo com o Boletim, mais da metade das macrorregiões de saúde do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo estão em ascensão. Mais da metade das macrorregiões do Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins estão em desenvolvimento ou interrupção.

As mortes relacionadas com a SARS, independentemente da presença de febre ou não, estão na zona de perigo, com grande ocorrência de casos. 306.079 mortes foram relatadas de 2020 até a semana em questão.

São 126.874 casos do ano epidemiológico de 2021, sendo 109.091 (86%) com resultados laboratoriais positivos com alguma infecção respiratória, 7.981 (6,3%) com resultados desfavoráveis e cerca de 3.115 (2,5%) pendentes de resultados. 0 por cento de influenza A, 0 por cento de influenza B, 0,1 por cento de vírus sincicial respiratório (RSV) e 99,0 por cento de Sars-CoV-2 estavam entre os positivos (covid-19). Considerando a oportunidade de digitação, 315.654 casos de SARS foram registrados desde 2020, com estimativas variando de 312.654 a 319.326.

Fonte: Mixrondonia

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