Rondônia pode perder até R$ 3 bilhões em três décadas se não universalizar o saneamento básico, diz estudo

Rondônia pode perder até R$ 3 bilhões em três décadas se não universalizar o saneamento básico, diz estudo

Rondônia pode deixar de ganhar cerca de R$ 3 bilhões em benefícios sociais nos próximos 30 anos se não universalizar os serviços de saneamento. Os dados são de um estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil sobre ganhos sociais, ambientais e econômicos que a infraestrutura traria ao estado nas próximas décadas à luz do novo Marco Legal do Saneamento.

Dos cerca de 1,8 milhão de moradores de Rondônia, quase 960 mil vivem em locais que não possuem acesso à água potável, enquanto aproximadamente 1,7 milhão (94%) não possuem acesso a serviços de coleta e tratamento de esgotos.

As bacias hidrográficas do estado recebem por ano mais de 40 milhões de m³ de esgotos não tratados. Por dia são despejados nos córregos e rios mais de 110,6 bilhões de litros de águas poluídas.

No entanto, conforme o estudo, se Rondônia conseguir universalizar o saneamento até o ano de 2055, o estado pode gerar mais de R$ 3 bilhões em ganhos sociais, ambientais e econômicos com a redução de gastos com doenças, valorização de imóveis, geração de emprego e melhorias na educação, entre outros.

Saneamento nos municípios de Rondônia

Dos sete maiores municípios do estado, analisados pelo estudo, Cacoal é o que apresenta a menor deficiência de água tratada e coleta de esgoto. Ji-Paraná, Vilhena, Rolim de Moura e Jaru não informaram os indicadores de esgotos ao Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

População desassistida por serviços de saneamento em municípios de RO

MunicípioPopulação estimadaPopulação sem acesso à água tratadaPopulação sem acesso à coleta de esgoto
Porto Velho529.54466,2%95,3%
Ji-Paraná128.96933,4%
Ariquemes107.86331,9%97,9%
Vilhena99.8540%
Cacoal85.35921,2%48,8%
Rolim de Moura55.05824,9%
Jaru51.77547,8%
Demais municípios718.80365,9%95,4%

Fonte: Trata Brasil

Custos e benefícios da expansão

O estudo também fez o levantamento dos custos para a ampliação da rede de água e esgotos em todo o estado. Estima-se que somando o investimento necessário e o aumento da despesa das famílias com a universalização do saneamento entre 2021 e 2055, o gasto final seria de R$ 3 bilhões.

Nesse mesmo período, os ganhos com os benefícios da expansão, que incluem redução dos gastos com saúde, aumento da produtividade do trabalho, entre outros, chegaria a mais R$ 6 bilhões.

Tabela com custos e benefícios da universalização do saneamento básico em Rondônia — Foto: Trata Brasil/Divulgação

Tabela com custos e benefícios da universalização do saneamento básico em Rondônia — Foto: Trata Brasil/Divulgação

Entre os anos de 2005 e 2019, a proporção de moradores com acesso à água tratada passou de 42,9% para 46,1%. Já em relação à coleta de esgoto, no mesmo período, a porcentagem da população atendida passou de 1% para 5,8%.

Estima-se que tenham sido investidos cerca de R$ 911 milhões no saneamento em Rondônia, e que o retorno no mesmo período tenha sido de R$ 2,1 bilhões, representando um ganho no estado de mais de R$ 1 bilhão.

Novo Marco Legal do Saneamento Básico

O presidente Jair Bolsonaro sancionou no dia 15 de julho de 2020 o novo marco legal do saneamento básico. Bolsonaro fez 11 vetos em trechos do texto aprovado pelo Congresso.

A nova lei visa ampliar a presença do setor privado na área. Atualmente, o saneamento é prestado majoritariamente por empresas públicas estaduais.

Fonte: https://noticiageral.com – com informações de G1

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