“Tenho medo de a Ucrânia não existir mais”, diz Zelensky, presidente ucraniano

“Tenho medo de a Ucrânia não existir mais”, diz Zelensky, presidente ucraniano

Em entrevista na tarde desta quinta-feira (3) na Ucrânia, o presidente do país atacado pela Rússia, Volodymyr Zelensky afirmou que teme pelo país, que está sob invasão desde a quinta (24) passada.

“Tenho medo de a Ucrânia não existir mais”, afirmou o líder em entrevista. Nesta quinta, enquanto falava o presidente, representantes da Ucrânia e Rússia estavam reunidos em Belarus para discutir um cessar-fogo. “Nosso povo é muito especial. Não quero vê-lo destruído. Quero ver os ucranianos sobreviverem na História. Não quero que se tornem a lenda dos 300 como os espartanos. Quero paz”

“Vocês podem ver o que está acontecendo, ouvir os tiros, as consequências dos bombardeios, ver o nosso povo defender nosso território. Podem perguntar aos homens e mulheres se estão com fome e sede. E se vocês estiverem [com fome e sede vão dividir com vocês”, declarou o presidente ucraniano.

Zelensky fez declarações fortes sobre a posição da ONU (Organização das Nações Unidas), da União Europeia e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) em relação às ações tomadas para impedir a invasão russa, afirmando que os países agiram “tarde demais”. “Preciso agradecer os países que estão no fornecendo aramamentos, nós temos gratidão, mas já é tarde demais. Nós demos a janela de oportunidade para esses países, e essa janela causou a perda de milhares de vidas ucranianas”, disse. “Houve pressões sobre a Lituânia e a Polônia, e a resposta das alianças foi esperar o início da guerra”.

“O mundo precisa saber: Não é uma questão sobre o que o Olaf Scholz, ou o que o Joe Biden, ou o Macron, podem fazer, ou os outros líderes no mundo. A questão é que nós já dissemos muitas vezes que a Ucrânia precisa de garantias de segurança, e isso é algo que eu já venho dizendo desde o início (…) Se essas uniões [ONU, UE, Otan] não mostram a sua força – seja em termos de alianças econômicas, financeiras e culturais – não fica clara a união de valores”, declarou Zelesnky.

Fonte: CNN

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